Alugar um imóvel por temporada parece simples. Fotos, anúncio, preço, esperar a reserva chegar.
Depois de oito anos administrando mais de cem acomodações em João Pessoa e Cabedelo, a gente aprendeu que o resultado quase nunca se decide no imóvel. Se decide numa sequência de escolhas que parecem pequenas e custam caro.
São oito erros que aparecem repetidamente. Alguns custam alguns pontos de ocupação. Outros custam metade do faturamento possível.
Erro 1: comprar o imóvel errado
Este é o erro mais caro de todos, porque acontece antes de qualquer outra decisão e não tem correção.
Na nossa carteira, imóveis de um prédio rendem 3x mais que outrosMesma cidade, mesma equipe. Três vezes de diferença.
O que separa um do outro: distância real da praia, qualidade da estrutura do condomínio, presença de portaria, vaga de garagem, andar, vista e, principalmente, se o prédio permite locação por temporada sem conflito com o condomínio.
Muita gente compra pensando em morar e depois decide alugar. Ou compra pelo preço do metro quadrado. Nenhum dos dois critérios diz nada sobre rentabilidade.
Antes de comprar para locação, vale olhar dado de desempenho da região e do tipo de imóvel. Essa informação existe e é acessível.
Erro 2: administrar por conta própria para economizar a comissão
É a conta que quase todo proprietário faz no começo: se eu mesmo cuidar, fico com 100%.
Só que administrar não é publicar o anúncio. É responder mensagem de quem ainda está decidindo, e responder rápido, porque as plataformas medem o tempo de resposta e ranqueiam por isso. É coordenar limpeza entre um check-out ao meio-dia e um check-in às três da tarde. É atender o hóspede que liga às duas da manhã porque não conseguiu entrar no prédio. É lidar com a portaria, com o síndico, com o chuveiro que parou de funcionar no domingo.
E é, principalmente, ajustar preço todo dia.
Existe ainda uma diferença que raramente se percebe de fora: gestoras profissionais de determinado porte têm contato direto com os gerentes de conta das plataformas. Eles apontam o que cada anúncio pode melhorar, avisam de mudanças de algoritmo e ajudam em casos difíceis. Quem administra sozinho não tem esse canal e nunca vai ter.
Os dados de mercado de João Pessoa mostram o resultado disso. Imóveis administrados por gestoras de grande porte têm RevPAR 21% maior que os administrados por anfitriões pequenos. E 82% das acomodações da cidade estão exatamente nesse segundo grupo.
Erro 3: escolher a gestora pelo menor percentual
Esse é o erro que mais parece racional e mais custa dinheiro.
A conta é simples de fazer:
Empresa A cobra 15% e consegue R$ 2.000 de reservas no mês. Você fica com R$ 1.700.
Empresa B cobra 20% e consegue R$ 4.000 de reservas no mês. Você fica com R$ 3.200.
A empresa mais cara deixou R$ 1.500 a mais no seu bolso. Quase o dobro.
O percentual é o número mais fácil de comparar, e por isso vira o critério. Mas ele responde a pergunta errada. A pergunta certa não é quanto a empresa cobra, é quanto ela consegue faturar com o seu imóvel.
O que faz diferença de verdade: a qualidade da precificação baseada em dados, a distribuição em vários canais, o relacionamento com as plataformas, a experiência de quem recebe o hóspede e a consistência do padrão de limpeza e enxoval, que é o que sustenta a nota do anúncio.
Nada disso aparece na tabela de comissão.
Erro 4: trocar de gestora a cada três meses
Anúncio precisa de maturidade.
Avaliações se acumulam, o histórico de reservas ensina o algoritmo, o posicionamento nas buscas melhora com o tempo, a base de hóspedes que já se hospedou cresce. Nada disso acontece em noventa dias.
Quem troca de empresa a cada trimestre nunca chega à fase em que o anúncio realmente performa.
Nossos números mostram o outro lado. Em julho de 2026, comparado com julho de 2025, o RevPAR das acomodações sob nossa gestão cresceu 29%. Quem ficou faturou mais.
Aluguel por temporada em João Pessoa: RevPAR cresce 29% em julho de 2026
Erro 5: negligenciar a decoração
Decoração não é vaidade nesse negócio. É conversão.
O hóspede escolhe entre dezenas de anúncios rolando a tela no celular. A decisão de clicar acontece em menos de dois segundos, olhando a primeira foto. Um apartamento bem localizado com decoração datada perde para um apartamento pior decorado com capricho.
E o efeito não para na primeira foto. Ambiente bonito gera foto de hóspede, gera comentário na avaliação, gera compartilhamento. Ambiente sem personalidade gera avaliação morna, daquelas que dizem apenas “bom custo-benefício”.
Não é preciso reforma cara. Iluminação adequada, roupa de cama branca de qualidade, cortina que veste bem a janela, alguns elementos de textura e cor, e principalmente nada quebrado, gasto ou improvisado.
Erro 6: anunciar em um canal só
A maior parte dos anfitriões pequenos anuncia apenas no Airbnb, porque foi por ali que começou.
O problema é que cada plataforma tem um público diferente. Quem reserva pelo Booking na maioria das vezes nem tem conta no Airbnb. São hóspedes que simplesmente não veem o seu imóvel.
Na nossa operação, o Airbnb representava 90% das reservas e passou a representar 59%, enquanto o volume total cresceu 64% no mesmo período. Não perdemos reservas do Airbnb. Ganhamos as que não existiam.
Distribuir em vários canais exige calendário sincronizado e gestão de tarifas por canal, o que é justamente o tipo de coisa que sistema profissional resolve e planilha não resolve.
Erro 7: achar que sabe precificar melhor que o mercado
Esse é delicado, e a gente diz com todo o respeito.
Ninguém conhece o imóvel melhor que o dono. Mas conhecer o imóvel é diferente de conhecer o mercado.
O proprietário costuma olhar para o próprio apartamento e comparar com o que gostaria de receber. A precificação profissional olha para outra coisa: o que hóspedes efetivamente pagaram por acomodações semelhantes, naquela região, naquela data específica, com aquela antecedência, considerando o que os concorrentes estão cobrando naquele momento.
Vale notar um detalhe: a gestora ganha comissão sobre o faturamento. Cobrar caro seria do interesse dela também. Se o preço sugerido é menor do que o proprietário gostaria, é porque o mercado não está pagando mais naquela data.
Preço acima do mercado não gera diária alta. Gera calendário vazio. E imóvel vazio não fatura nada, além de perder posicionamento nas buscas por baixa conversão.
O caminho contrário também é erro. Preço abaixo do mercado enche o calendário e passa a sensação de sucesso, mas deixa dinheiro na mesa. Por isso o indicador que importa não é ocupação nem diária isoladamente, é o RevPAR, que combina os dois.
O ponto em comum entre os sete
Todos esses erros têm a mesma origem: decidir por intuição num mercado que já pode ser decidido por dado.
Existe informação disponível sobre quanto rende cada região, cada tipo de imóvel, cada data do ano. Quem usa esses dados opera num patamar diferente de quem opera na tentativa e erro.
Quer saber quanto o seu imóvel poderia render?
A Hosppedar administra mais de cem acomodações em João Pessoa e Cabedelo há oito anos, com gestão orientada a dados: precificação dinâmica, distribuição em múltiplos canais, atendimento 24 horas e acompanhamento por indicadores.
Deixe um comentário