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  • 7 erros que fazem seu imóvel render menos na locação por temporada em João Pessoa

    Alugar um imóvel por temporada parece simples. Fotos, anúncio, preço, esperar a reserva chegar.

    Depois de oito anos administrando mais de cem acomodações em João Pessoa e Cabedelo, a gente aprendeu que o resultado quase nunca se decide no imóvel. Se decide numa sequência de escolhas que parecem pequenas e custam caro.

    São oito erros que aparecem repetidamente. Alguns custam alguns pontos de ocupação. Outros custam metade do faturamento possível.


    Erro 1: comprar o imóvel errado

    Este é o erro mais caro de todos, porque acontece antes de qualquer outra decisão e não tem correção.

    Na nossa carteira, imóveis de um prédio rendem 3x mais que outrosMesma cidade, mesma equipe. Três vezes de diferença.

    O que separa um do outro: distância real da praia, qualidade da estrutura do condomínio, presença de portaria, vaga de garagem, andar, vista e, principalmente, se o prédio permite locação por temporada sem conflito com o condomínio.

    Muita gente compra pensando em morar e depois decide alugar. Ou compra pelo preço do metro quadrado. Nenhum dos dois critérios diz nada sobre rentabilidade.

    Antes de comprar para locação, vale olhar dado de desempenho da região e do tipo de imóvel. Essa informação existe e é acessível.


    Erro 2: administrar por conta própria para economizar a comissão

    É a conta que quase todo proprietário faz no começo: se eu mesmo cuidar, fico com 100%.

    Só que administrar não é publicar o anúncio. É responder mensagem de quem ainda está decidindo, e responder rápido, porque as plataformas medem o tempo de resposta e ranqueiam por isso. É coordenar limpeza entre um check-out ao meio-dia e um check-in às três da tarde. É atender o hóspede que liga às duas da manhã porque não conseguiu entrar no prédio. É lidar com a portaria, com o síndico, com o chuveiro que parou de funcionar no domingo.

    E é, principalmente, ajustar preço todo dia.

    Existe ainda uma diferença que raramente se percebe de fora: gestoras profissionais de determinado porte têm contato direto com os gerentes de conta das plataformas. Eles apontam o que cada anúncio pode melhorar, avisam de mudanças de algoritmo e ajudam em casos difíceis. Quem administra sozinho não tem esse canal e nunca vai ter.

    Os dados de mercado de João Pessoa mostram o resultado disso. Imóveis administrados por gestoras de grande porte têm RevPAR 21% maior que os administrados por anfitriões pequenos. E 82% das acomodações da cidade estão exatamente nesse segundo grupo.


    Erro 3: escolher a gestora pelo menor percentual

    Esse é o erro que mais parece racional e mais custa dinheiro.

    A conta é simples de fazer:

    Empresa A cobra 15% e consegue R$ 2.000 de reservas no mês. Você fica com R$ 1.700.

    Empresa B cobra 20% e consegue R$ 4.000 de reservas no mês. Você fica com R$ 3.200.

    A empresa mais cara deixou R$ 1.500 a mais no seu bolso. Quase o dobro.

    O percentual é o número mais fácil de comparar, e por isso vira o critério. Mas ele responde a pergunta errada. A pergunta certa não é quanto a empresa cobra, é quanto ela consegue faturar com o seu imóvel.

    O que faz diferença de verdade: a qualidade da precificação baseada em dados, a distribuição em vários canais, o relacionamento com as plataformas, a experiência de quem recebe o hóspede e a consistência do padrão de limpeza e enxoval, que é o que sustenta a nota do anúncio.

    Nada disso aparece na tabela de comissão.


    Erro 4: trocar de gestora a cada três meses

    Anúncio precisa de maturidade.

    Avaliações se acumulam, o histórico de reservas ensina o algoritmo, o posicionamento nas buscas melhora com o tempo, a base de hóspedes que já se hospedou cresce. Nada disso acontece em noventa dias.

    Quem troca de empresa a cada trimestre nunca chega à fase em que o anúncio realmente performa.

    Nossos números mostram o outro lado. Em julho de 2026, comparado com julho de 2025, o RevPAR das acomodações sob nossa gestão cresceu 29%. Quem ficou faturou mais.

    Aluguel por temporada em João Pessoa: RevPAR cresce 29% em julho de 2026



    Erro 5: negligenciar a decoração

    Decoração não é vaidade nesse negócio. É conversão.

    O hóspede escolhe entre dezenas de anúncios rolando a tela no celular. A decisão de clicar acontece em menos de dois segundos, olhando a primeira foto. Um apartamento bem localizado com decoração datada perde para um apartamento pior decorado com capricho.

    E o efeito não para na primeira foto. Ambiente bonito gera foto de hóspede, gera comentário na avaliação, gera compartilhamento. Ambiente sem personalidade gera avaliação morna, daquelas que dizem apenas “bom custo-benefício”.

    Não é preciso reforma cara. Iluminação adequada, roupa de cama branca de qualidade, cortina que veste bem a janela, alguns elementos de textura e cor, e principalmente nada quebrado, gasto ou improvisado.


    Erro 6: anunciar em um canal só

    A maior parte dos anfitriões pequenos anuncia apenas no Airbnb, porque foi por ali que começou.

    O problema é que cada plataforma tem um público diferente. Quem reserva pelo Booking na maioria das vezes nem tem conta no Airbnb. São hóspedes que simplesmente não veem o seu imóvel.

    Na nossa operação, o Airbnb representava 90% das reservas e passou a representar 59%, enquanto o volume total cresceu 64% no mesmo período. Não perdemos reservas do Airbnb. Ganhamos as que não existiam.

    Distribuir em vários canais exige calendário sincronizado e gestão de tarifas por canal, o que é justamente o tipo de coisa que sistema profissional resolve e planilha não resolve.


    Erro 7: achar que sabe precificar melhor que o mercado

    Esse é delicado, e a gente diz com todo o respeito.

    Ninguém conhece o imóvel melhor que o dono. Mas conhecer o imóvel é diferente de conhecer o mercado.

    O proprietário costuma olhar para o próprio apartamento e comparar com o que gostaria de receber. A precificação profissional olha para outra coisa: o que hóspedes efetivamente pagaram por acomodações semelhantes, naquela região, naquela data específica, com aquela antecedência, considerando o que os concorrentes estão cobrando naquele momento.

    Vale notar um detalhe: a gestora ganha comissão sobre o faturamento. Cobrar caro seria do interesse dela também. Se o preço sugerido é menor do que o proprietário gostaria, é porque o mercado não está pagando mais naquela data.

    Preço acima do mercado não gera diária alta. Gera calendário vazio. E imóvel vazio não fatura nada, além de perder posicionamento nas buscas por baixa conversão.

    O caminho contrário também é erro. Preço abaixo do mercado enche o calendário e passa a sensação de sucesso, mas deixa dinheiro na mesa. Por isso o indicador que importa não é ocupação nem diária isoladamente, é o RevPAR, que combina os dois.


    O ponto em comum entre os sete

    Todos esses erros têm a mesma origem: decidir por intuição num mercado que já pode ser decidido por dado.

    Existe informação disponível sobre quanto rende cada região, cada tipo de imóvel, cada data do ano. Quem usa esses dados opera num patamar diferente de quem opera na tentativa e erro.

    Quer saber quanto o seu imóvel poderia render?

    A Hosppedar administra mais de cem acomodações em João Pessoa e Cabedelo há oito anos, com gestão orientada a dados: precificação dinâmica, distribuição em múltiplos canais, atendimento 24 horas e acompanhamento por indicadores.

    Fazemos uma análise gratuita de rentabilidade com os dados reais da sua região e do seu tipo de imóvel.

  • Aluguel por temporada em João Pessoa: por que 82% dos imóveis rendem menos do que poderiam

    Todo proprietário que coloca um imóvel para alugar por temporada em João Pessoa faz a mesma conta. Quantas diárias vou conseguir por mês, por quanto, e o que sobra no fim.

    O que quase ninguém compara é outra coisa: quanto o mesmo imóvel renderia sob uma gestão diferente.

    Os dados do mercado da cidade respondem a essa pergunta, e a resposta surpreende.

    O retrato do mercado de João Pessoa

    Olhando a distribuição das acomodações ativas em João Pessoa por porte de quem administra, o mercado se divide assim:

    82% das acomodações estão com anfitriões pequenos, que administram menos de dez imóveis. Na maioria dos casos, é o próprio dono cuidando do anúncio nas horas vagas.

    14% estão com gestoras médias, de dez a 49 acomodações.

    Apenas 4% estão com gestoras de grande porte, com mais de 50 acomodações sob administração profissional.

    A concentração no primeiro grupo faz sentido. Alugar por temporada parece simples: fotografar o apartamento, criar o anúncio, responder mensagens. Milhares de proprietários começam assim, e muitos seguem assim por anos.

    A pergunta que interessa é se esse caminho é o que mais rende.

    O que é RevPAR, e por que ele é a métrica que importa

    Antes dos números, vale entender o indicador.

    RevPAR significa receita por diária disponível. É o total faturado no período dividido por todos os dias em que o imóvel esteve disponível para alugar, incluindo os dias em que ficou vazio.

    A fórmula é simples: diária média multiplicada pela taxa de ocupação.

    Por que isso importa mais que a diária ou a ocupação sozinhas? Porque cada uma isolada engana.

    Um imóvel com diária de R$ 400 e ocupação de 30% tem RevPAR de R$ 120. Outro com diária de R$ 200 e ocupação de 70% tem RevPAR de R$ 140. O segundo fatura mais, mesmo cobrando metade do preço por noite.

    É por isso que anunciar “minha diária é alta” ou “meu apartamento vive cheio” não diz nada sobre rentabilidade. O RevPAR diz.

    Os números de João Pessoa por porte de gestão

    Cruzando o porte de quem administra com o desempenho das acomodações, o mercado da cidade mostra o seguinte:

    Porte da gestãoRevPAR
    Anfitriões pequenos (menos de 10 imóveis)R$ 122
    Gestoras médias (10 a 49 imóveis)R$ 136
    Gestoras grandes (50 ou mais imóveis)R$ 148

    Um imóvel administrado por gestora de grande porte rende, em média, 21% mais que o mesmo tipo de imóvel sob gestão de um anfitrião pequeno.

    E a progressão é consistente: de pequeno para médio, o ganho é de 11%. De médio para grande, mais 9%. Quanto maior a estrutura, melhor o rendimento por diária disponível.

    Quanto isso representa em dinheiro

    A diferença de R$ 26 no RevPAR parece pequena olhada assim, dia a dia. Multiplicada pelo ano, deixa de parecer.

    Um imóvel com RevPAR de R$ 122 fatura cerca de R$ 44,5 mil por ano. O mesmo imóvel com RevPAR de R$ 148 fatura R$ 54 mil.

    São aproximadamente R$ 9,5 mil a mais por ano, ou R$ 790 por mês. Em cinco anos, a diferença passa de R$ 47 mil.

    Para muitos proprietários, isso equivale a mais de duas parcelas anuais do financiamento do próprio imóvel.

    O que explica a diferença

    A diferença não está no imóvel. Está no que acontece por trás do anúncio.

    Precificação que muda todo dia

    O anfitrião pequeno define um preço e ajusta de vez em quando, quando lembra. A gestora profissional usa precificação dinâmica: o valor de cada data muda conforme demanda, antecedência, dia da semana, feriado, evento na cidade e o que a concorrência está praticando.

    Isso significa cobrar mais caro no réveillon e no São João, e mais barato numa terça-feira de maio para não deixar a unidade vazia. Preço parado perde dinheiro nas duas pontas.

    Presença em vários canais ao mesmo tempo

    A maior parte dos anfitriões pequenos anuncia apenas no Airbnb. A gestora profissional distribui o mesmo imóvel simultaneamente em Airbnb, Booking, Decolar e outros canais, com calendário sincronizado.

    Mais vitrines significa mais reservas, e principalmente públicos diferentes. O hóspede que reserva pelo Booking costuma não ter conta no Airbnb.

    Resposta rápida, o dia inteiro

    As plataformas medem o tempo de resposta e usam isso para ranquear anúncios. Mais do que isso: hóspede que pergunta e não recebe resposta em minutos reserva em outro lugar.

    Quem administra o próprio imóvel enquanto trabalha em outra coisa não consegue responder em cinco minutos às onze da noite. Estrutura profissional consegue.

    Ocupação na baixa temporada

    Aqui está a maior parte da diferença. Em João Pessoa, a distância entre o mês de pico e o mês de vale passa de cinco vezes.

    Encher um apartamento em janeiro não tem mérito nenhum. O que separa uma gestão boa de uma amadora é o que acontece em maio e junho: estratégia de preço mínimo, flexibilização de estadia mínima, captação de público corporativo e de média permanência.

    Reputação construída com método

    Nota alta na plataforma não é sorte. Vem de padrão de limpeza medido, enxoval conferido, manutenção resolvida antes de virar reclamação e resposta a cada avaliação recebida.

    E nota alta gera posicionamento melhor, que gera mais visualizações, que gera mais reservas. É um ciclo que se retroalimenta, para cima ou para baixo.

    O custo invisível de administrar sozinho

    Existe uma conta que raramente é feita.

    Administrar o próprio imóvel parece mais barato porque não há taxa de administração. Mas o RevPAR menor, a diária mal calibrada, os dias vazios na baixa temporada e o tempo dedicado a responder mensagens, coordenar limpeza e resolver problema de portaria também custam. Só não aparecem em nenhum extrato.

    Vinte e um por cento de diferença no rendimento é mais do que a taxa cobrada pela maioria das gestoras profissionais do mercado. Na prática, o proprietário que administra sozinho frequentemente ganha menos do que ganharia pagando por uma gestão que rende mais.

    O que fazer com essa informação

    Se você tem um imóvel em João Pessoa alugado por temporada, três perguntas valem ser respondidas:

    Qual é o RevPAR do seu imóvel hoje? Pegue o faturamento dos últimos doze meses e divida por 365. Se você não sabe esse número, esse já é o primeiro achado.

    Seu preço muda sozinho? Se a diária de uma quarta-feira de maio é a mesma de um sábado de janeiro, há dinheiro sendo perdido nas duas datas.

    Seu imóvel aparece em quantos canais? Se a resposta for um, existem hóspedes procurando exatamente o seu apartamento em plataformas onde ele não está.

    Sobre a Hosppedar

    A Hosppedar administra mais de cem acomodações em João Pessoa e Cabedelo há oito anos, com gestão orientada a dados: precificação dinâmica, distribuição em múltiplos canais, atendimento 24 horas e acompanhamento de desempenho por indicador.

    Se você quer saber quanto o seu imóvel poderia render, fazemos uma análise gratuita com os dados reais da sua região e do seu tipo de acomodação.


    Nota metodológica: os dados de distribuição e desempenho por porte de gestão referem-se ao mercado de aluguel por temporada de João Pessoa e foram apurados a partir de dados públicos de plataformas de hospedagem. RevPAR calculado como receita total dividida por diárias disponíveis no período.

  • Como a Hosppedar define o preço da sua acomodação

    Se você acabou de colocar seu imóvel na gestão da Hosppedar, é natural ter uma pergunta rondando a cabeça: como o preço da diária é definido? E talvez venha junto uma ponta de preocupação ao ver a diária mudar de um dia para o outro. Este texto existe para te tranquilizar e mostrar, com transparência, o que acontece por trás de cada valor.

    A primeira coisa que queremos deixar clara é esta: a precificação é uma das partes onde mais concentramos trabalho, esforço e dedicação. Não é um detalhe da operação. É o coração dela.

    O preço não sai da nossa cabeça. Quem manda é o mercado

    Nós não definimos preço no cara ou coroa, nem no achismo, nem no que gostaríamos de cobrar. Quem dita o valor é o mercado, e o nosso papel é ler esse mercado com precisão e traduzir essa leitura no melhor preço possível para o seu imóvel, todos os dias.

    Para isso, usamos sistemas especializados que fazem análises diárias do mercado de aluguel por temporada. É uma combinação de ciência de dados e análise de concorrência trabalhando de forma contínua, para que a sua acomodação nunca fique cara demais a ponto de espantar reservas, nem barata demais a ponto de deixar dinheiro na mesa.

    Primeiro passo: o valor base

    Tudo começa com a definição de um valor base para a sua acomodação.

    Esse valor nasce da análise da concorrência, ou seja, de quanto imóveis semelhantes ao seu estão sendo cobrados na mesma região. Mas não paramos aí. Ajustamos esse valor de acordo com as características específicas da sua acomodação: as amenidades que ela oferece, o nível de conforto e os itens diferenciais que a tornam única. Uma unidade com piscina no rooftop, vista para o mar ou uma área externa especial não é precificada como uma unidade comum, porque ela não é comum.

    O valor base, portanto, já parte de um lugar justo: o que o mercado pratica, ajustado pelo que só a sua acomodação tem.

    Segundo passo: os ajustes diários

    Definido o valor base, começa o trabalho mais fino, que acontece dia após dia. O preço de cada data é ajustado considerando uma série de fatores que se movem o tempo todo. Entre eles:

    A sazonalidade, que reconhece os períodos de alta e de baixa ao longo do ano. O fator de demanda, que capta o aquecimento ou o esfriamento da procura em tempo real. Os ajustes para reservas distantes, que tratam de forma diferente uma diária para daqui a seis meses e uma para a semana que vem. Os feriados, todos já mapeados no nosso sistema, para que nenhuma data de alta procura passe despercebida.

    Cuidamos também dos chamados dias órfãos, aquelas datas soltas entre duas reservas que, sem atenção, ficariam vazias. Aplicamos descontos inteligentes para reservas de última hora, aproveitando a chance de ocupar uma data que se aproxima. Fazemos ajustes quando um anúncio está com poucas reservas, para ganhar tração e visibilidade. E consideramos ainda a ocupação atual e a duração da estadia, porque uma reserva de uma noite e uma de duas semanas pedem estratégias diferentes.

    Cada um desses fatores é uma engrenagem. Juntos, eles fazem o preço da sua acomodação se mover na direção certa, o tempo todo.

    Por que a diária muda de um dia para o outro

    Quando você vê o preço da sua acomodação variar, isso não é instabilidade. É exatamente o trabalho acontecendo. O mercado é dinâmico, e um preço parado seria um preço errado na maior parte do ano.

    Uma diária fixa perde receita na alta, quando poderia cobrar mais, e perde ocupação na baixa, quando precisaria ser mais competitiva. A variação que você observa é o que garante que o seu imóvel esteja sempre no ponto ideal entre boa ocupação e boa receita.

    O placar certo é o RevPAR em 12 meses

    Existe um ponto que muda completamente a forma de enxergar tudo isso, e é o mais importante deste texto. O número que realmente importa não é a diária de um dia específico, nem a ocupação de uma semana isolada. É o RevPAR ao longo de doze meses.

    O RevPAR é a receita por unidade disponível, a métrica que combina diária e ocupação em um só indicador. Ele responde à única pergunta que de fato pesa no seu bolso: quanto o seu imóvel gerou de receita no total, considerando não só quanto se cobrou por noite, mas também quantas noites foram efetivamente vendidas. Uma ocupação altíssima com diária baixa pode render menos que uma ocupação equilibrada com diária bem calibrada. Por isso a gente não persegue ocupação a qualquer custo, e sim o melhor RevPAR possível.

    E isso se enxerga no tempo certo: o ciclo completo de doze meses. Um mês de baixa, uma semana mais fraca ou uma diária que caiu numa data específica não dizem quase nada sozinhos. O que conta é como a alta, a baixa, os feriados e a média temporada se somam ao longo do ano inteiro. É nessa janela que o trabalho de precificação mostra o seu verdadeiro resultado.

    Se quiser entender melhor por que a ocupação alta sozinha pode enganar e por que o RevPAR é o número que importa, vale a leitura deste artigo: RevPAR: por que taxa de ocupação alta não significa mais dinheiro no seu bolso.

    O que você ganha com isso

    No fim, todo esse trabalho tem um único objetivo: extrair o melhor RevPAR possível do seu imóvel ao longo dos doze meses. Mais reservas nos períodos certos, melhor diária quando a demanda permite, e menos datas vazias.

    Você não precisa acompanhar cada ajuste nem se preocupar com cada variação. Essa é a nossa parte, e é uma parte que levamos muito a sério. Pode confiar que, por trás de cada preço, existe análise de mercado, dados e dedicação trabalhando pelo seu imóvel.

    Qualquer dúvida sobre a precificação da sua acomodação, estamos por aqui.

  • Booking.com visita o escritório da Hosppedar no DCT, em João Pessoa

    Booking.com visita o escritório da Hosppedar no DCT, em João Pessoa

    A Hosppedar recebeu uma visita que diz muito sobre a posição que a empresa construiu no mercado de aluguel por temporada. Samantha Gomes, gerente de contas do Booking.com, esteve presencialmente no nosso escritório, no DCT, em João Pessoa, para um dia de trabalho dedicado aos anúncios e ao desempenho das acomodações do nosso portfólio.

    Uma visita presencial como essa não é rotina. Gerentes de contas do Booking.com dividem o tempo entre um grande número de parceiros, e o deslocamento até o escritório acontece quando existe uma operação relevante do outro lado. Receber esse encontro na nossa sede é o reconhecimento de um relacionamento construído com consistência, e uma vantagem que se estende a cada proprietário parceiro.

    Um dia de trabalho dentro do nosso escritório

    Mais do que uma conversa institucional, a visita foi um dia de trabalho lado a lado. Sentamos juntos, no nosso espaço, para analisar os anúncios de perto e agir sobre o que move resultado.

    Fizemos análises anúncio por anúncio, avaliando o posicionamento de cada acomodação, os ajustes possíveis no conteúdo e na precificação e os espaços para melhorar visibilidade e conversão. Revisamos o desempenho das acomodações com base nos dados da própria plataforma, identificando destaques e oportunidades de cada unidade. E alinhamos ações práticas para aumentar a competitividade dos imóveis dentro do Booking.com.

    O valor do relacionamento com as plataformas

    Qualquer pessoa pode cadastrar um imóvel no Booking.com. O que quase ninguém tem é uma linha direta com quem entende os bastidores da plataforma.

    Contar com uma gerente de contas dedicada significa acesso a suporte prioritário, a informações que não aparecem no painel comum e à possibilidade de resolver rapidamente questões que, para um anfitrião individual, levariam semanas ou ficariam sem solução. Esse canal se abre para operações que atuam em escala e com seriedade, e é uma das vantagens que o proprietário ganha ao colocar o imóvel na gestão da Hosppedar.

    O que a visita significa para o proprietário

    Cada ajuste discutido nesse dia se traduz em algo concreto para quem confia o imóvel à Hosppedar: mais visibilidade nas plataformas, melhor posicionamento nas buscas, precificação mais inteligente e, no fim, mais reservas e melhor receita.

    O proprietário que administra o próprio imóvel dificilmente tem acesso a esse nível de análise e relacionamento. Transformar a proximidade com as plataformas em resultado real para o portfólio faz parte do nosso trabalho.

    Relacionamento é parte da gestão de aluguel por temporada

    A visita de Samantha Gomes, gerente de contas do Booking.com, ao nosso escritório mostra que a gestão profissional de aluguel por temporada em João Pessoa vai muito além de limpar, receber hóspede e responder mensagem. Envolve construir e manter relacionamentos estratégicos com as plataformas que trazem as reservas, acompanhar dados de perto e agir sobre eles de forma contínua.

    Seguimos investindo nesse tipo de parceria porque os melhores resultados vêm da soma entre operação impecável, leitura de dados e proximidade com quem move o mercado. Receber o Booking.com no DCT foi mais um passo nessa direção.

    Se você tem um imóvel em João Pessoa e quer que ele conte com esse nível de gestão, a conversa começa por aqui.

  • Aluguel por temporada em João Pessoa: na Hosppedar, RevPAR cresce 29% em julho de 2026

    Existe uma pergunta que todo proprietário de imóvel em João Pessoa já se fez: será que ainda vale a pena investir em aluguel por temporada? A resposta não deveria vir de achismo. Deveria vir dos números.

    Na Hosppedar, a gente trabalha exatamente assim. Somos uma gestão orientada a dados, e é a partir deles que enxergamos para onde o mercado está caminhando.

    O que significa ser orientado a dados na prática

    Ser orientado a dados não é usar a palavra em uma apresentação bonita. É uma rotina. Acompanhamos de perto o mercado de turismo e de aluguel por temporada em João Pessoa, monitoramos a movimentação de diárias, ocupação e sazonalidade, e revisitamos constantemente nossas métricas para entender o que está funcionando e o que precisa mudar.

    Cada decisão de precificação, cada ajuste em um anúncio e cada estratégia para um período específico do ano passa por essa leitura. O mercado se move o tempo todo, e uma gestão que não acompanha esse movimento acaba deixando dinheiro na mesa.

    Os números de 2026

    Comparando julho de 2026 com o mesmo período do ano anterior, os três indicadores que mais importam cresceram juntos.

    O preço médio da diária subiu 11,97%. A ocupação cresceu 25%. E o RevPAR aumentou 29%.

    Esse conjunto é o que torna o resultado tão relevante. Não se trata de um número isolado, e sim de três métricas se movendo na mesma direção.

    Por que o RevPAR é o número que mais importa

    O RevPAR, sigla para receita por unidade disponível, é a métrica que combina diária e ocupação em uma só. Ele responde à pergunta que de fato importa para o proprietário: quanto cada imóvel gerou de receita, considerando não só quanto se cobrou por noite, mas também quantas noites foram efetivamente vendidas.

    É por isso que um crescimento de 29% no RevPAR diz muito mais do que uma diária maior sozinha. Subir preço reduzindo ocupação seria fácil e enganoso. O que os dados mostram é o oposto: a diária subiu, a ocupação subiu junto, e o resultado por unidade disponível cresceu quase 30%. Vender mais e vender mais caro ao mesmo tempo é o que separa uma boa gestão de uma gestão comum.

    Por que esses números sobem com boa gestão

    Resultados como esses não acontecem por acaso. Eles são fruto de um conjunto de decisões que uma gestão profissional toma todos os dias.

    A precificação dinâmica ajusta o valor da noite conforme demanda, sazonalidade e comportamento de busca, capturando valor que uma tabela fixa perde. Anúncios bem construídos, com boas fotos e textos pensados para busca, aparecem mais e convertem melhor, o que sustenta a ocupação. A operação bem afinada, com limpeza impecável, check-in descomplicado e comunicação clara, gera avaliações positivas que reforçam o posicionamento do imóvel e permitem crescer diária e ocupação ao mesmo tempo.

    Cada uma dessas camadas soma. E o resultado aparece exatamente onde importa: na receita que cada imóvel gera ao longo do ano.

    O que os dados dizem sobre o futuro

    Diária, ocupação e RevPAR em alta mostram um destino que segue aquecido, atraindo demanda e valorizando quem investe com estratégia. Para o proprietário, a mensagem é clara: o potencial de retorno está lá, e a diferença entre capturá-lo ou não passa pela qualidade da gestão.

    Os nossos números de 2026 são a prova disso. E são, também, o motivo pelo qual continuamos revisitando cada métrica, mês após mês.

    Se você tem um imóvel em João Pessoa e quer entender o que os dados dizem sobre o potencial dele, a conversa começa por aqui. @hosppedar

  • RevPAR: por que taxa de ocupação alta não significa mais dinheiro no seu bolso

    Muito proprietário escolhe uma administradora de imóveis pela promessa de “ocupação cheia o ano inteiro”. Faz sentido à primeira vista: imóvel ocupado parece imóvel rentável. Só que ocupação alta com diária baixa enche a agenda e esvazia o caixa. O indicador que mostra a verdade sobre o seu rendimento se chama RevPAR, e é sobre ele que vamos falar.

    O que é RevPAR

    RevPAR é a sigla para Revenue Per Available Room, ou receita por unidade disponível. Ele mostra quanto cada imóvel gera, em média, considerando todos os dias do período, ocupados ou não.

    A conta é simples e existem dois caminhos que chegam no mesmo número:

    Caminho 1: diária média x taxa de ocupação

    Caminho 2: receita total do período ÷ número de dias disponíveis

    Um exemplo prático. Um studio com diária média de R$ 250 e ocupação de 70% tem um RevPAR de R$ 175. Outro studio com ocupação de 90%, mas diária média de R$ 140, tem RevPAR de R$ 126. O segundo imóvel fica ocupado quase o mês todo e ainda assim gera menos receita por dia disponível.

    É exatamente por isso que o RevPAR é o número que importa. Ele junta os dois lados da operação numa métrica só: o quanto você cobra e o quanto você ocupa.

    Por que ocupação sozinha engana

    Taxa de ocupação isolada é um número fácil de inflar. Basta baixar a diária. Quanto mais barato, mais reservas, mais a agenda lota. O problema é que cada reserva traz custo: limpeza, enxoval, comissão de plataforma, energia, manutenção e desgaste do imóvel. Diária baixa com ocupação alta significa mais trabalho operacional, mais custo variável e, no fim, margem menor para o proprietário.

    Uma ocupação de 90% só é boa notícia se a diária sustentar a receita. Quando a administradora compete por preço, quem paga a conta é o dono do imóvel.

    Onde a Hosppedar se diferencia

    Trabalhamos com inteligência de mercado e sistemas que monitoram a diária praticada na região em tempo real. Isso permite ajustar preço por temporada, dia da semana, eventos e demanda, buscando o ponto em que ocupação e diária trabalham juntas em vez de uma sabotar a outra.

    O resultado aparece no comparativo de RevPAR entre a Hosppedar e administradoras que atuam no mesmo mercado:

    • Frente ao concorrente M, o RevPAR da Hosppedar é 39% maior
    • Frente ao concorrente LH, é 23% maior
    • Frente ao concorrente L, é 17% maior
    • Frente ao concorrente MF, é 9% maior

    Em todos os casos, falamos de receita por unidade disponível, o número que reflete o que realmente entra para o proprietário. Uma administradora pode anunciar ocupação acima da nossa e ainda assim entregar menos, porque a diária média dela é baixa. Ocupação cheia a preço baixo é volume sem rentabilidade.

    O que olhar antes de escolher quem administra seu imóvel

    Na hora de avaliar uma proposta, peça o RevPAR, não só a ocupação. Pergunte qual a diária média praticada e como o preço é definido ao longo do ano. Uma boa gestão não promete o imóvel sempre cheio. Promete o melhor resultado por dia disponível, equilibrando preço e ocupação com base em dados.

    É esse equilíbrio que protege o rendimento do proprietário e mantém o imóvel rentável no longo prazo.

    Quer saber qual o potencial de RevPAR do seu imóvel em João Pessoa ou Cabedelo? Fale com a gente.

  • Gestão de Airbnb: o que é, quanto custa e como escolher quem cuida do seu imóvel

    Ter um imóvel no Airbnb parece simples no começo. Você tira boas fotos, escreve um anúncio caprichado, recebe as primeiras reservas e fica feliz com o dinheiro entrando. Aí chega o segundo mês. As mensagens dos hóspedes começam a pingar de madrugada, a faxineira cancelou em cima da hora, o ar-condicionado do quarto parou de gelar e você percebe que aquele “renda extra sem esforço” virou um segundo emprego.

    É exatamente nesse ponto que a maioria dos proprietários começa a pesquisar sobre gestão de Airbnb. E é sobre isso que este texto fala: o que está por trás de uma operação bem feita, quanto ela custa, o que esperar de uma empresa especializada e como decidir se vale a pena terceirizar.

    O que é gestão de Airbnb

    Gestão de Airbnb é o serviço de cuidar de todo o ciclo de uma locação por temporada no lugar do proprietário. Isso vai muito além de responder mensagens. Uma operação completa envolve a criação e o ajuste do anúncio, a definição de preços dia a dia, a comunicação com os hóspedes do primeiro contato até o check-out, a coordenação da limpeza e da manutenção, a resolução de problemas durante a estadia e o acompanhamento das avaliações.

    Na prática, o gestor assume a operação para que o imóvel funcione como um pequeno negócio de hospedagem, e não como um bico que consome as noites e os fins de semana do dono.

    Por que tanta gente terceiriza

    A conta costuma ficar clara quando o proprietário soma o tempo que gasta. Um único apartamento bem ocupado gera dezenas de interações por mês entre reservas, dúvidas, pedidos e imprevistos. Quem tem dois ou três imóveis simplesmente não dá conta de fazer isso bem enquanto trabalha em outra coisa.

    Há também uma questão de resultado. Definir o preço certo para cada noite, ajustar a tarifa em datas de alta demanda e manter a régua de ocupação alta é um trabalho técnico que mexe diretamente no faturamento. Uma boa gestão não se paga só pela conveniência, ela costuma aumentar a receita o suficiente para cobrir o próprio custo e ainda sobrar.

    Por fim, existe a parte que ninguém gosta de admitir: hospedagem é um negócio de relacionamento. Um hóspede mal atendido vira uma avaliação ruim, e uma avaliação ruim derruba a visibilidade do anúncio por meses. Quem faz isso todos os dias desenvolve repertório para contornar situações que tirariam o sono de um proprietário iniciante.

    O que uma boa gestão de Airbnb entrega

    Anúncio que aparece e converte

    Não adianta ter o imóvel mais bonito da região se ele está enterrado na quinta página de resultados. A gestão trabalha o anúncio como uma vitrine: título claro, descrição que conta a história do espaço, fotos na ordem certa e preenchimento completo dos campos que o algoritmo valoriza.

    Precificação dinâmica

    O preço de uma diária não deveria ser fixo. Final de semana, feriado, evento na cidade, baixa temporada, tudo isso muda o quanto o hóspede está disposto a pagar. A precificação dinâmica acompanha esse movimento e ajusta as tarifas para equilibrar ocupação e valor da diária.

    Atendimento ao hóspede

    Resposta rápida é um dos fatores que mais pesam na experiência e na avaliação. A gestão cobre o atendimento em horário estendido, orienta o hóspede antes da chegada, resolve dúvidas durante a estadia e cuida do pós para garantir que a avaliação venha positiva.

    Limpeza e manutenção

    Entre uma reserva e outra, o imóvel precisa estar impecável. A gestão coordena a equipe de limpeza, controla o enxoval, repõe os itens de consumo e aciona a manutenção quando algo quebra, sem que o proprietário precise virar síndico do próprio apartamento.

    Relatórios e transparência

    Saber quanto entrou, quanto saiu e como anda a ocupação faz parte do serviço. Relatórios claros mostram o desempenho do imóvel e ajudam o proprietário a tomar decisões sobre investir, ajustar ou expandir.

    Quanto custa a gestão de Airbnb

    O modelo mais comum no Brasil é a comissão sobre o faturamento das reservas. O percentual varia conforme a região, o tipo de imóvel e o escopo do serviço. Modelos que incluem limpeza, manutenção e atendimento completo costumam ter comissão mais alta do que serviços que cobrem apenas a parte do anúncio e da precificação.

    A melhor forma de avaliar não é olhar só para o percentual, e sim entender o que está incluído nele. Uma comissão menor que deixa a limpeza, o atendimento e a manutenção por sua conta pode sair mais cara no fim do mês do que uma comissão maior que resolve tudo.

    Como escolher uma empresa de gestão de Airbnb

    Procure quem opera de verdade na sua cidade, conhece a sazonalidade local e tem imóveis parecidos com o seu no portfólio. Pergunte como funciona o atendimento ao hóspede, quem cuida da limpeza, como são definidos os preços e de que forma você acompanha os resultados. Desconfie de promessas de ocupação garantida e de quem não mostra com clareza como cobra.

    Uma boa parceira não some depois de fechar o contrato. Ela mantém você informado, responde quando você precisa e trata o seu imóvel com o mesmo cuidado que trataria o próprio.

    A Hosppedar cuida da operação para você

    A Hosppedar nasceu da operação. Administramos mais de uma centena de imóveis em João Pessoa e Cabedelo no Airbnb e no Booking.com, e cada coisa que fazemos vem da prática do dia a dia de quem hospeda.

    Cuidamos do anúncio, da precificação, do atendimento ao hóspede, da limpeza e da manutenção para que o seu imóvel renda mais e você não precise se preocupar com nada. Se você tem um imóvel parado ou está cansado de tocar a operação sozinho, fale com a gente e descubra quanto o seu apartamento pode render com uma gestão de verdade.

  • Reforma Tributária e Aluguel por Temporada: O Que Muda Para Você, Proprietário

    Se você tem um imóvel em aluguel por temporada ou está pensando em investir nesse mercado, provavelmente já se deparou com manchetes alarmantes sobre a reforma tributária. “Aumento de 44% nos impostos”, “equiparação com hotéis”, “locação de temporada ficou mais cara”. A maioria dessas manchetes pega um dado isolado, tira de contexto e gera um pânico que, na maior parte dos casos, não tem base real para quem é proprietário pessoa física.

    A gente foi ao STR Summit 2026, o maior evento de aluguel por temporada do Brasil, e ouviu diretamente de advogados especialistas em direito imobiliário o que de fato muda, o que não muda e o que ainda está sendo regulamentado. Esse post é um resumo direto do que aprendemos.

    O Que É a Reforma Tributária e Por Que Ela Afeta o Aluguel por Temporada

    A reforma tributária em andamento no Brasil está substituindo vários tributos por dois novos: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Juntos, eles funcionam como o IVA que existe em muitos países, com uma lógica de crédito e compensação que muda bastante a forma de calcular o imposto efetivo.

    Para o mercado de aluguel por temporada, houve uma mudança importante no texto: a equiparação com o setor hoteleiro. Na prática, isso significa que a locação de curta duração passou a ter uma alíquota de redução menor do que o aluguel residencial tradicional. O aluguel residencial tem redução de 70%, chegando a cerca de 8% de IBS/CBS. O aluguel por temporada, equiparado à hotelaria, tem redução de 40%, chegando a cerca de 16%.

    É daí que vem a conta dos 44% que circulou na imprensa. Some a alíquota máxima do IR de pessoa física, que é 27,5%, com esses 16% de IBS/CBS e você chega perto disso. O problema é que essa conta está errada para a maioria absoluta dos proprietários.

    Para a Maioria dos Proprietários, Não Muda Nada

    Esse foi o ponto mais importante da conversa com os especialistas no evento e precisa ser dito com clareza.

    Se você é pessoa física, tem até 3 imóveis e sua receita anual com aluguel fica abaixo de R$ 240.000, você não se torna contribuinte de IBS/CBS. Ponto. Você continua sendo tributado pela tabela progressiva do imposto de renda, exatamente como sempre foi. A reforma tributária, nesse caso, não muda nada para você agora.

    Isso foi confirmado por uma lei complementar publicada no início de 2026, que acabou com um mal-entendido que havia no mercado. Houve um período em que se interpretava que para locação por temporada bastava ter um imóvel para ser contribuinte. Essa interpretação estava errada e foi corrigida formalmente.

    Para você ter uma referência prática, R$ 240.000 de receita anual equivale a R$ 20.000 por mês de faturamento bruto com aluguel. A maioria dos proprietários que têm um, dois ou três imóveis em João Pessoa e Cabedelo fica bem abaixo disso.

    Quando a Reforma Tributária Começa a Importar

    Se você está acima dos limites de 3 imóveis ou R$ 240.000 de receita anual, aí sim vale fazer uma análise mais cuidadosa com um especialista tributário.

    O ponto central aqui é o sistema de créditos que a reforma prevê. A lógica é a seguinte: toda vez que você gasta com serviços relacionados ao imóvel, como reforma, manutenção, limpeza, lavanderia ou qualquer outro insumo, você gera crédito de IBS/CBS que pode ser compensado na hora de pagar o tributo sobre a sua receita. Isso é o que se chama de neutralidade tributária.

    Na prática, um proprietário ou empresa bem organizada, que registra todas as despesas corretamente, pode reduzir bastante a carga efetiva. A alíquota de 16% na teoria pode ser bem menor na prática, dependendo do volume de despesas dedutíveis que a operação gerar.

    Essa lógica também muda o incentivo para quem está pensando em estruturar a operação em pessoa jurídica. Com a reforma, fazer a gestão dos créditos passa a ser estratégico. Holding familiar simples sem estrutura de crédito deixa de fazer tanto sentido. Uma empresa que registra bem suas despesas e aproveita os créditos pode ter uma carga efetiva significativamente menor.

    Vale reforçar: a regulamentação completa da reforma ainda está sendo construída. Muito ainda vai mudar nos detalhes, e por isso a recomendação é acompanhar com alguém especializado à medida que as regras forem sendo publicadas.

    A Equiparação com a Hotelaria: Risco ou Oportunidade?

    A equiparação do aluguel por temporada com o setor hoteleiro foi uma demanda antiga dos hotéis, que argumentavam que a competição tributária era desigual. O argumento foi aceito na reforma e agora os dois segmentos estão na mesma base.

    Do ponto de vista do proprietário individual que está abaixo dos limites, isso não muda nada no curto prazo. Do ponto de vista do mercado como um todo, existe uma leitura positiva que vale considerar.

    Quando os segmentos estão na mesma base tributária, a competição passa a ser de qualidade e eficiência operacional, não de arbitragem fiscal. E nessa competição, imóveis bem geridos em plataformas como Airbnb e Booking.com, com boa reputação, atendimento profissional e operação organizada, têm vantagem clara. A profissionalização do setor, que já estava acontecendo, deve se acelerar.

    O Que Fazer Agora

    Se você tem até 3 imóveis e fatura menos de R$ 240.000 por ano com aluguel: não precisa fazer nada diferente agora. Continue acompanhando as publicações da reforma à medida que saem, mas não tome nenhuma decisão baseada nas manchetes.

    Se você está acima dos limites ou planejando escalar sua carteira de imóveis: é o momento de conversar com um advogado tributarista especializado em direito imobiliário. A estruturação correta da operação, seja em pessoa jurídica ou com gestão de créditos, pode fazer diferença relevante no resultado líquido.

    E independente do seu perfil: tenha uma gestora de confiança cuidando do seu imóvel. A reforma tributária é uma das variáveis do mercado. As outras, como ocupação, diária média, reputação nas plataformas e qualidade operacional, são as que determinam o resultado no dia a dia. E é nisso que a Hosppedar trabalha.

    Em Resumo

    A reforma tributária trouxe complexidade para o mercado imobiliário de aluguel por temporada, mas essa complexidade afeta principalmente quem opera em escala maior ou em pessoa jurídica. Para o proprietário pessoa física com até 3 imóveis e receita abaixo de R$ 240.000 anuais, a mensagem é simples: por enquanto, não muda nada.

    O mercado de aluguel por temporada em João Pessoa e no Brasil segue crescendo. O que vai definir quem prospera nesse cenário não é a carga tributária. É a qualidade da gestão.


    A Hosppedar é uma empresa de gestão de aluguel por temporada em João Pessoa e Cabedelo, com mais de 100 imóveis sob gestão. Cuidamos de tudo, da publicação nos canais ao check-out, para que o seu imóvel entregue o melhor resultado possível.

    Tem dúvidas sobre como a reforma tributária pode afetar o seu imóvel especificamente? Fala com a gente.

  • O Futuro do Aluguel por Temporada no Brasil: O Que Aprendemos no STR Summit 2026

    O Futuro do Aluguel por Temporada no Brasil: O Que Aprendemos no STR Summit 2026

    Essa semana a equipe da Hosppedar foi a São Paulo para o STR Summit 2026, o maior evento de aluguel por temporada do Brasil. Um dia inteiro de conversa com gestoras, plataformas, advogados e especialistas do setor. Voltamos com a cabeça cheia e com a certeza de que quem investe em gestão profissional está no lugar certo.

    A gente trouxe aqui os principais números e aprendizados do evento. Não para impressionar, mas porque você, proprietário, merece saber o cenário real em que o seu imóvel está inserido.

    O Mercado Está Crescendo. E Muito.

    Os dados apresentados no evento são expressivos. A oferta de aluguel por temporada no Brasil cresceu 70% entre 2023 e 2026. O Brasil já figura entre os 15 maiores mercados globais do segmento, e a projeção é de 65% de expansão do inventário até 2030.

    Cidades litorâneas registraram crescimento de oferta entre 15% e 25% só no último ano. João Pessoa está dentro desse movimento. O mercado é grande e continua abrindo espaço para quem opera bem.

    Booking.com, Airbnb e o Que Mudou nas Plataformas

    Os representantes da Booking.com no evento trouxeram um número que chama atenção: a plataforma investiu mais de 8 milhões de dólares só em marketing em 2025. Parcerias com GOL e LATAM, campanhas globais e agora filtros com inteligência artificial para conectar o hóspede certo ao imóvel certo.

    O recado para gestoras e proprietários foi direto: ter boas fotos, descrição completa e avaliações positivas nunca foi tão importante quanto agora. Com os novos filtros baseados em IA, imóveis bem catalogados aparecem primeiro. Imóveis mal descritos ficam invisíveis, independente de quanto tempo estão na plataforma.

    O Airbnb também está crescendo de forma expressiva. No Brasil, a grande maioria dos anúncios ativos já é de locação por temporada, o que confirma que o mercado caminha cada vez mais para a hospedagem de curta duração como modelo principal.

    Gestão Profissional É o Que Vai Separar Quem Cresce de Quem Sofre

    Esse foi o tema que mais apareceu ao longo do dia, em diferentes painéis e perspectivas. E a conclusão foi sempre a mesma.

    O mercado cresceu. A oferta aumentou. E justamente por isso, quem opera de qualquer jeito vai sentir na diária e na taxa de ocupação. Quem opera com profissionalismo vai se destacar ainda mais.

    Gestão profissional significa, na prática, presença em múltiplos canais como Airbnb e Booking.com além de venda direta e canal corporativo, precificação dinâmica que ajusta o valor da diária conforme a demanda, atendimento ao hóspede 24 horas por dia, check-in digital com verificação de identidade e acompanhamento da reputação do imóvel nas plataformas. Tudo isso junto é o que faz a diferença no extrato do proprietário no final do mês.

    A Segurança do Seu Imóvel Começa Antes do Check-in

    Um dos painéis mais diretos do evento foi sobre fraude. O diagnóstico foi claro: self check-in sem verificação de identidade abre espaço para prejuízo real ao proprietário.

    O perfil de quem tenta aplicar golpe em imóveis de aluguel por temporada segue um padrão bem definido. Reserva feita de última hora, geralmente à noite. Cartão de crédito em nome de outra pessoa. Intenção de entrar no imóvel imediatamente. Quando o banco processa o estorno no dia seguinte, o imóvel já foi usado e o dano já está feito.

    A resposta das melhores gestoras do Brasil é uma verificação em duas etapas antes de qualquer check-in. Primeiro, análise antifraude no momento do pagamento, com Pix obrigatório para reservas de última hora. Segundo, verificação biométrica no processo de entrada, com o hóspede enviando documento e selfie, que são cruzados em tempo real com bases públicas.

    O resultado prático dessa tecnologia: mais de 40% das tentativas de reserva suspeitas são barradas antes de o hóspede sequer chegar ao imóvel. Seu patrimônio começa a ser protegido muito antes da portaria.

    Reforma Tributária: O Que Muda Para Você

    Uma das dúvidas que mais circula entre proprietários foi respondida com clareza pelos advogados especialistas em direito imobiliário presentes no evento.

    Para a maioria dos proprietários, não muda nada por enquanto.

    Se você é pessoa física, tem até 3 imóveis e sua receita anual com aluguel fica abaixo de R$ 240.000, você não se torna contribuinte de IBS/CBS e continua sendo tributado pela tabela progressiva do imposto de renda, como sempre foi.

    Acima desses limites, vale conversar com um especialista sobre a possibilidade de estruturação em pessoa jurídica para aproveitar os créditos tributários que a reforma prevê. A equiparação do aluguel por temporada com o setor hoteleiro eleva a carga para cerca de 16% de IBS/CBS, mas o sistema de créditos pode compensar parte relevante disso para quem se organiza corretamente.

    Falaram em Bolha. O Mercado Respondeu.

    Não passou uma hora de evento sem alguém tocar no assunto. Excesso de oferta, mercado saturado, bolha imobiliária no STR. A resposta dos especialistas foi objetiva.

    Não é uma bolha. É o fim do amadorismo.

    O que vai acontecer nos próximos anos é uma separação que já está em curso. Imóveis bem localizados, vocacionados para aluguel de temporada e com gestão profissional vão continuar performando e se valorizando. Imóveis mal posicionados, com gestão improvisada e promessas de retorno que nunca se sustentaram, vão sair do mercado ou deixar de ser competitivos.

    A demanda cresceu junto com a oferta. Nas plataformas como Airbnb e Booking.com, a demanda avançou entre 30% e 40% no mesmo período em que a oferta aumentou. O mercado tem espaço. O que não tem mais espaço é a operação amadora.

    Tecnologia e Inteligência Artificial: O Que Está Chegando

    O evento deixou claro que a inteligência artificial já está presente na operação das melhores gestoras do Brasil. Não como projeto futuro, mas como realidade de hoje.

    Agentes de IA já automatizam tarefas que antes consumiam horas de equipe, como conciliação financeira, atendimento ao hóspede fora do horário comercial e relatórios de resultado para proprietários. Sistemas de precificação inteligente ajustam o valor da diária em tempo real sem intervenção humana.

    O que vem pela frente é ainda mais relevante. As plataformas de distribuição como Airbnb e Booking.com não vão desaparecer, mas vão mudar de papel. Em poucos anos, o hóspede não vai mais abrir o aplicativo para buscar um imóvel. Um agente de inteligência artificial vai fazer isso por ele. Os imóveis bem estruturados, com boas avaliações e conteúdo completo, vão continuar sendo encontrados. Os que não estiverem organizados simplesmente não vão aparecer.

    A conclusão dos especialistas em tecnologia foi a que mais ficou: a inteligência artificial não vai tirar o ser humano da hospitalidade. Ela vai devolver o ser humano para a hospitalidade, liberando as equipes das tarefas repetitivas para focar no que realmente importa, que é a experiência do hóspede e o resultado do proprietário.

    Nossa Conclusão

    Depois de um dia inteiro ouvindo quem mais entende desse mercado no Brasil, a conclusão é simples.

    Gestão profissional não é diferencial. É o que vai definir quem prospera e quem fica para trás.

    A gente voltou de São Paulo mais convicto do que foi. Cuidar bem do seu imóvel, proteger seu patrimônio e garantir o melhor resultado em cada reserva não é promessa de marketing. É o trabalho que a Hosppedar faz todos os dias.

    O mercado confirmou. Você está no lugar certo.


    A Hosppedar é uma gestora especializada em aluguel por temporada em João Pessoa e Cabedelo, com mais de 100 imóveis sob gestão. Trabalhamos com Airbnb, Booking.com e canais diretos para maximizar o retorno do seu imóvel com segurança e transparência.

    Quer saber quanto o seu imóvel pode render? Fale com a nossa equipe.

  • Fui ao escritório do Airbnb no Brasil e o que ouvi lá importa para o seu imóvel

    Fui ao escritório do Airbnb no Brasil e o que ouvi lá importa para o seu imóvel

    No dia 14 de maio, recebi um convite que não se recusa. Yuri Tartaglia, gerente de contas do Airbnb no Brasil, abriu as portas do escritório da empresa na Vila Madalena, em São Paulo, para uma conversa sobre o mercado de hospedagem, as tendências da plataforma e o que está por vir para anfitriões e gestoras como a Hosppedar.


    O escritório do Airbnb em São Paulo

    Antes de entrar nas conversas, vale dizer que o espaço em si já conta muita coisa sobre a empresa. O escritório fica na Vila Madalena e tem dois andares com layout completamente aberto, plantas nativas brasileiras, terraço e salas de reunião inspiradas em acomodações reais de anfitriões ao redor do mundo. Tem também cabines de madeira inspiradas em ocas indígenas para reuniões e conferências. É um lugar que respira hospitalidade de verdade, não só no discurso.

    O Brasil é a operação mais importante do Airbnb na América Latina e o escritório de São Paulo reflete esse peso.


    Com quem conversei

    Além do Yuri, tive a oportunidade de conversar com duas pessoas que ocupam posições centrais na operação da plataforma para o nosso mercado.

    Fiamma Zarife é a diretora geral do Airbnb para a América do Sul. É ela quem define a estratégia da plataforma para toda a região, incluindo como o Brasil é priorizado dentro dos planos globais da empresa. Conversar com ela foi entender de onde vem o raciocínio por trás de mudanças que os anfitriões sentem na prática.

    Daniel Botelho Mandil é o head of supply do Airbnb no Brasil, ou seja, a pessoa responsável pelo crescimento e pela qualidade do portfólio de imóveis na plataforma. É o cargo que mais diretamente se conecta com o dia a dia de quem tem imóvel no Airbnb, seja anfitrião independente ou gestora profissional como a Hosppedar.


    O que essa visita significa para você, proprietário

    Você pode estar se perguntando: mas o que uma reunião no escritório do Airbnb muda para mim?

    Muda bastante. Esse tipo de relacionamento com a plataforma não é só protocolo corporativo. É o canal que nos permite entender com antecedência o que está sendo priorizado pelo algoritmo de recomendação, quais critérios de qualidade estão sendo revisados, como a plataforma está pensando a expansão em cidades como João Pessoa, e onde estão as oportunidades que a maioria dos proprietários ainda não viu.

    Gestoras que mantêm contato próximo com as plataformas têm acesso a informações e suporte que não chegam para todo mundo. Isso impacta diretamente a visibilidade do seu imóvel, a quantidade de reservas e, no fim, a rentabilidade do que você investiu.


    O que vem a seguir

    Nos próximos posts, vou compartilhar mais sobre o que captei nessas conversas e o que a Hosppedar está colocando em prática para que os proprietários da nossa carteira se beneficiem dessas movimentações do mercado.

    Se você tem um imóvel em João Pessoa e ainda gerencia sozinho, ou está insatisfeito com os resultados que está tendo, vale a pena conversar. O mercado está se profissionalizando rápido e a diferença entre um imóvel bem posicionado e um imóvel parado na plataforma passa cada vez mais pelo conhecimento de quem está por dentro.

    Fala com a gente.


    A Hosppedar é uma empresa de gestão de aluguel por temporada com foco em resultado para o proprietário. Cuidamos de tudo: da divulgação ao check-out, com tecnologia e atenção a cada detalhe.